sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Caverna Aroe Jari e Lagoa Azul - Chapada dos Guimarães

Nunca imaginei que um dia eu fosse conhecer a Lagoa Azul (rs), pois é, não é aquela do filme, esta fica no Mato Grosso, localizada a 46 quilômetros da Chapada, na estrada que vai para Campo Verde.
Uma lagoa de extrema beleza e azul igual a pedrinha de anil jogada na água, que minha avó utilizava para lavar as roupas.

A Lagoa Azul e a Caverna ficam em uma fazenda particular, na qual se paga uma taxa (R$ 20,00) para conhecer as 2 atrações. 

Ema com filhotes
Durante o percurso da estrada que leva até a fazenda, podemos nos deparar com animais habitantes naturais do local, como as emas, tatus, seriemas, entre outros.
Seriema

Alçando voo
Tatu fugindo rapidinho quando notou nossa presença.
O local de chegada oferece uma boa estrutura, banheiros limpos, bebidas geladinhas e a simpática recepção de Gisele uma seriema simpática que, se você tiver paciência, vem comer na sua mão. É possível deixar agendado um almoço pantaneiro para a volta da visitação.
Gisele
A caminhada pela trilha é longa porém a paisagem é de uma beleza tão fascinante que compensa os 7 quilômetros cortando o cerrado, utilizando caneleiras de couro para prevenir picadas de cobras.

A trilha é emoldurada por esculturas de pedras torneadas pelo tempo e pelas águas, quando ali ainda era um fundo de oceano.
Ponte
Navio


Navio (visto de frente)

A Caverna Aroe Jari (Morada das Almas), tem mais  de 1,5 quilômetros de extensão onde somente uma parte é aberta para visitação.
Para visitar a Caverna é necessário o uso de lanternas, a escuridão toma toda a galeria e se todos fizerem silêncio é possível ouvir a água caindo do teto, criando um clima de mistério, onde sua imaginação entra na máquina do tempo sendo possível sentir-se no livro de Julio Verne (Viagem ao Centro da Terra).
Entrada da Caverna
Entrada para o interior da Caverna
Visão de dentro da Caverna para a parte externa

Deixando a caverna iniciamos outra caminhada na qual aves de rapina pintam o céu azul, frutas exóticas servem de alimento para os animais, regatos cortam o caminho, a harmonia é perfeita.
Gavião andorinha
Orelha de Macaco (fruta). Sabor parecido com a uva japonesa, mais seco.
Caju


Fruta do lobo
Orelhas de pau
Parada para matar a sede.
Pronto, estamos quase chegando na Lagoa Azul. Acredito que as imagens darão conta de descrever a beleza do local.








quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Marimbondo e Geladeira - Chapada dos Guimarães

Não incluímos o passeio do Circuito das Águas no nosso roteiro, mas existem 2 cachoeiras que podem ser visitadas por conta própria. Para chegar até elas você precisa estar de carro, contratar um táxi ou ter a sorte (como tivemos) de conhecer pessoas com carro e pegar carona.Claro que deve-se tomar cuidado ao aceitar carona, porque essas cachoeiras são distantes e bem isoladas, mas nossos companheiros de aventura   era um casal com a filha e já tínhamos feito  2 passeios juntos com o guia da cidade.
O guia havia nos informado que o Circuito das Águas seria uma caminhada de 4 quilômetros, percorrendo várias cachoeiras (Pulo, Degrau, Prainha, Andorinhas, Salto Independência, entre outras). Incluindo também uma parada na Casa de Pedra, um túnel de arenito escavado pela ação das águas do rio Sete de Setembro. Esta caverna ficou conhecida quando apareceu na abertura da novela "Fera Ferida". Como tínhamos que escolher 2 passeios, por questões de tempo de permanência na cidade, fizemos opção pelo Parque Rio Claro, Caverna Aroe Jari com Lagoa Azul, deixando o Circuíto das Águas para quem sabe uma próxima vez. Fizemos esta escolha, porque cachoeiras podemos encontrar em outros locais mas os paredões do Parque Rio Claro e as lindas paisagens de Aroe Jari só lá mesmo.
Além disso sabíamos da existência das Cachoeiras Marimbondo e Geladeira, que são mais próximas da cidade, somente 8 quilômetros, portanto teríamos tempo de visitá-las no último dia de permanência na Chapada.
Todo passeio sem guia tem seus prós e contras. O caminho é pouco sinalizado e passa pela periferia da cidade. Não são muito frequentadas e os locais não têm infra estrutura, porém são próximas uma da outra. As cachoeiras ficam dentro de propriedades particulares, é necessário pagar uma pequena taxa de ingresso. As trilhas são íngremes, mas tem apoio de cordas e cercas de bambu. A visão é espetacular e pode-se nadar tranquilamente (estivemos em uma segunda-feira) não sei dizer como é a frequência nos finais de semana.
Tranquila para nadar, ela é 5º mais quente  que a Geladeira







Véu De Noiva - Chapada dos Guimarães

Principal cartão-postal da Chapada. São 86 metros de queda, emoldurada por um vale verde cortado por um rio. Resumindo..... MARAVILHOSO.....






O local é bem estruturado, somente 500 metros de caminhada para se chegar ao mirante. Fácil acesso para crianças e idosos.



Logo acima do mirante há um restaurante com vista privilegiada.
Em 2008, houve um deslizamento na cachoeira onde blocos de desprenderam dos paredões provocando um grave acidente.  Ficou fechado temporariamente sendo reaberto parcialmente; houve uma pequena modificação na paisagem quase imperceptível. Por questões de segurança não é mais permitida a visitação na parte de baixo da cachoeira.
2008, antes dos blocos de desprenderem. São os que aparecem na foto com formato retangular.

2012, se observarmos bem, notaremos a falta dos blocos nos paredões.

O Parque funciona até as 16 horas e 30, não é cobrada entrada. Pode ser visitado no pacote do Circuito das Águas ou separadamente.
O pacote do Circuito das Águas  não é tão barato e existem outras cachoeiras (Marimbondo e Geladeira) que podem ser visitadas sem guia, mas é necessário estar de carro ou contratar um táxi.
Como nós fizemos o pacote do Parque do Rio Claro, o guia incluiu o Véu de Noiva, porque a chave e autorização para o parque são retirados na entrada do Véu de Noiva, então não custa pedir um "chorinho". Vale a pena conhecer.
A Cidade das Pedras e o Morro de São Jerônimo (o  mais alto da Chapada), ainda permanecem fechados até que estudos comprovem a segurança dos locais.

Complexo da Salgadeira - Chapada dos Guimarães

Um antigo pouso de tropeiros. Recebeu o nome de Salgadeira, pois era lá que os tropeiros paravam para charquear a carne antes de seguirem viagem. Sérgio, nosso guia local, também nos disse que o gado costumava lamber as rochas por ali, muitos fugiam de outras fazendas para degustar as pedras. Hoje existe um terminal turístico, muito movimentado, pela facilidade de se chegar ao local.

Salgadeira em 2010 com visitantes                              2012 sendo reformada para a Copa.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Portão do Inferno - Chapada dos Guimarães

É um mirante localizado na subida da serra, ganhou o nome de Portão do Inferno, pois, segundo o guia local Sérgio Pavão (Pé na Trilha), pelo fato da curva ser muito perigosa, muitos carros despencaram ali.
O Portão do inferno é um dos primeiros paredões visto de cima, já nos dando uma pitadinha do cenário que poderemos observar na Chapada.
Pode-se notar na foto uma calota sobre a árvore.

Pousada São José - Chapada dos Guimarães

No último feriado, eu e minha irmã fomos para a Chapada dos Guimarães. 
Eu já havia estado na Chapada, mas o dia estava muito nublado e não consegui ver nada.
Isso foi "tudo" que consegui visualizar na primeira vez que estive lá.

Em 2010 fui com minha amiga Lory para Cuiabá, ficamos quase uma semana torrando no sol escaldante de lá e no único dia que resolvemos ir para Chapada, zica total (rs).
Conversando com moradores, nos disseram que para conhecer a Chapada e ver as belezas precisaríamos de pelo menos 4 dias na Cidade, porque a Chapada muitas vezes amanhece nublada depois o tempo limpa ou vice versa.
Bem, viagem frustrada não combina comigo. Desta vez voltei para Chapada dos Guimarães com minha irmã Valeria e fomos decididas a ver tudo.
Com a ajuda do Google Earth, pude visualizar a cidade e localizar algumas pousadas. Mandei e mail para algumas. Assim que responderam  pude fazer o cálculo do que caberia no meu orçamento.
Sou da seguinte opinião: Pousada é praticamente para dormir e tomar um bom café da manhã, então para que gastar uma fortuna se posso ficar em um lugar mais barato e utilizar o dinheiro para financiar meus passeios!!!!!
Algumas das pousadas que me responderam o valor era extremamente alto e a localização não muito boa. Arrisquei fazer a reserva na Pousada São José e foi uma grata surpresa.O lugar é calmo, limpo, bem localizado, o café da manhã bem servido (não é um banquete), mas é bem organizado. Falta um pouco de gerenciamento, os funcionários são meio perdidos quanto ao atendimento na recepção, mas são educados e atenciosos.
Quem pretender se hospedar lá é bom ter cópia do e mail com valores combinados, para não haver dúvidas quanto a valores. Sugiro pedir recibo na entrada, porque existe a troca de funcionários várias vezes ao dia e na saída o funcionário que faz o check out fica meio perdido.
Pousada São José: Rua Vereador José de Souza, 50 - Centro - fone (65) 3301-3013


Pé na estrada

Uma das coisas que mais gosto de fazer é viajar....
Não precisa ser uma grande viagem, muitas vezes  só uma escapadela já é o suficiente para deixar a alma mais leve.
Vou tentar fazer um diário de bordo, se é que posso chamar assim. Quero relatar algumas experiências que tive nas viagens que fiz e quem sabe dar boas dicas... Bem, vamos lá, pé na estrada comigo?
Sempre fotografo com meu celular, foi por esse motivo que coloquei o nome de "Diário de um Celular" no blog.